Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O dia em que eu fiquei velha

Começou com música brega. Antes eu procurava canções de dor de cotovelo canastronas pelo prazer da risada, mas aí comecei a encontrar prazer de verdade nelas. Virei aquela coisa estranha, uma pessoa de gosto "eclético". Depois, foram as semanas de moda. Parei de achar graça nos revivals dos anos 80. Nos últimos anos, ainda apareceram os primeiros sinais de uma futura artrite e, há poucos meses, os primeiros cabelos brancos. E comecei a falar coisas que só os matusaléns diziam, "na minha época", "antigamente".
Mas não foi aí que eu fiquei velha. Isso só aconteceu hoje, quando o Michael Jackson morreu. Me senti com 120 anos. Cresci com o Michael, com sua música e suas loucuras, e agora ele foi embora. Tão jovem, tão louco, tão genial, tão doente, tão tudo. E aquela camiseta que eu e o Marcos pretendíamos fazer, "VOLTA MICHAEL", ficou totalmente sem sentido agora. Não só porque ele não vai voltar. Mas porque não combina mais com pessoas tão velhas como nós.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

For da horde!

Mountain Dew Game Fuel Horde Banner

Já viram a tal promoção da Mountain Dew + WoW? Achei legal, apesar dos prêmios não valerem pra quem tá fora dos EUA. Mesmo assim, diz a lenda, vão dar um pet promocional ingame pra todo mundo. Até agora não vi cheiro do pet, mas como a promoção é divertida, não custa colocar um bannerzinho, né? Se estivéssemos nos EUA, poderíamos usar essas tokens pra participar de sorteios de prêmios muito bacanas.
Dica: na hora de se cadastrar, dê um endereço dos Estados Unidos.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

True love waits


Daqui.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Homens e gatos




"Sorry, Fido, it´s just a guy thing"
- artigo do NYTimes falando sobre a tendência de mais homens estarem assumindo publicamente seu amor por gatos.

Cute and cuter - fotos de homens em poses "fofas". Aqui coloquei a tag CAT pra vocês verem os homens com gatinhos.

Via Reino D´Almofada.

Já postei isso lá no Jornal do Bicho, mas aqui cabe mais um comentário. Quando falo que machismo é algo entranhado na nossa cultura e que prejudica homens e mulheres, não é tão fácil de visualizar. Afinal, geralmente só vemos quando as mulheres que são prejudicadas. Mas a idéia de que homens heterossexuais não podem gostar de gatos é um bom exemplo dessa idiotice de ficar definindo o que é "homem de verdade" ou "mulher de verdade".

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Lição de casa: não subestime a dona Florinda


Imagem: Chavesweb.com

Troquei a placa de vídeo do desktop de casa e lembrei da dor de cabeça que placas de vídeo me deram nos últimos anos. As placas, não. As pessoas que as instalaram.
...
Quando mudei pro Rio uma das primeiras coisas que fiz foi montar um micro. O do Marcos era podrinho, precisávamos de algo melhor. Em SP eu não costumava fazer isso, tinha meu irmão pra resolver esse tipo de coisa, mas aqui eu tive que aprender um pouco sobre hardware pra me virar sozinha. Escolhi um computador bom, nada fantástico, mas com um belo monitor, uma placa de vídeo razoável e um processador decente. Foi a primeira vez que mandei os emails, fiz as ligações, dei o cheque e busquei o micro. Tudo sozinha. Mulher comprando micro, iei!
Acontece que os carinhas não estão acostumados com uma tia que nem eu comprando micro que sirva pra algo além de trocar receitas com as amigas na internet. Então resolveram abusar. Colocaram uma placa de vídeo que não funcionava direito, crentes que eu jamais iria descobrir. Afinal, ver foto de gatinho precisa de placa de vídeo boa? Não! Mas eu descobri. Voltei no estande, trocaram a placa sem perguntas. Ponto final.
...
Em 2007, quando acabei de pagar minhas dívidas, comprei outro micro. Desta vez investi em um top de linha com um processador quad-core, bastante memória, HD bonzão, monitor bacana e uma placa de vídeo acima da média - na época, uma GeForce 8600 GT com 512 Mb. Eu já jogava WoW e queria o melhor que meu dinheiro pudesse pagar.
Quando liguei o micro, o mesmo problema: a placa de vídeo instalada não era a que eu tinha comprado. Mas dessa vez eu queria dar aos carinhas da loja algo pra se lembrar. Odeio que assumam que eu não sei do que estou falando pq sou mulher.
Liguei lá com a voz mais inocente do mundo e falei que "devia ter acontecido algum engano". Vesti meu modelito dona Florinda - vestido floridinho, lenço na cabeça, havaianas. Só faltou o avental e os bobes no cabelo. Tudo pra ficar com a cara menos tecnológica possível, uma cara de "meu filho me mandou levar esse troço, mas eu não sei o que é". Coloquei o micro numa sacola de feira e peguei um táxi pra lá.
Os rapazes da manutenção me receberam de forma um pouco arrogante, meio que me ignorando, "até parece que ela sabe do que está falando". Receberam a nota fiscal, pegaram meu gabinete da sacola de feira e já arregalaram os olhos - "ah, então O QUAD é seu?". Pelo jeito não tinha muita gente que comprava processador fodão naquela época. Continuei falando inocentemente "deve ter havido um engano", e eles trocaram a placa. Juro, na cara de um dos técnicos estava escrito: "ela não vai nem notar a diferença".
Fiquei quietinha um tempo e aí quebrei o silêncio com uma pergunta pro primeiro técnico - o mais arrogante, por sinal. "Essas partições de 20 Gb já vem com o Vista ou vcs que setaram elas?". Ele não escondeu a surpresa - "você sabe o que é partição?!" - e falou que era pré-setado. Comentei que não teria pq eu comprar um micro bom desses, com um HD tão grande, se fosse pra usar só 20 Gb. Nisso o segundo técnico já havia parado de fazer o que estava fazendo.
Aí começou o show. O primeiro técnico falou meio que zombando "pq não aproveita e compra já 8Gb de memória?". Tive que começar um discurso sobre não haver jogos que utilizassem todos os núcleos do processador e que o Vista não sabia gerenciar mais do que 4 Gb de memória. Não que eu soubesse exatamente do que estava falando, mas dei uma pesquisada antes pra falar com a maior segurança do mundo. Os dois técnicos não esconderam a surpresa. Como assim a dona Florinda sabe tanto de micro? Fiquei com vontade de pegar o celular e ainda ligar pra minha irmã pra falar de raid e soltar mais umas siglas e jargões inesperados pra eles, mas achei que já estava de bom tamanho. O segundo técnico fechou o micro e me ajudou a carregá-lo de volta pro táxi. Ponto final de novo.
Não mudei o mundo, mas tenho certeza: naquele dia, devo ter sido um belo assunto de bar pra dois técnicos de computador.

Domingo, 22 de Março de 2009

Lolcat


Lolcat
Originally uploaded by alepicoli
Passei o fim do domingo fazendo capuz de coelho pras gatinhas. Esse deu super certo, vou repetir com outras pelúcias. E por falar em Pelúcia, ela AMOU ser o centro da atenção. SÉRIO, podem perguntar pro Marcos. Ela ficaria mais uma meia hora com o capuz se nós deixássemos.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Referencial

Eu sou uma mulher que escolhe a roupa que vai sair não dependendo da moda ou do clima; escolhe a roupa pensando nos lugares onde poderá ser bolinada. Por isso acho que homem nenhum pensou assim: se vou sair no horário em que funcione o vagão só de homens, vou de calça clara ou bermuda; fora desse horário eu vou ter que me vestir como se fosse o meu avô, casacão e óculos.

Não conheço homem nenhum que não consiga sentar num restaurante/bar/café sozinho antes que apareça alguém "pra fazer companhia". Nem que tenha alguma dificuldade em se fazer entender quando diz "Não, não estou interessado" e similares. No cinema, ele não troca de lugar por causa das atividades extra-cinéfilas do cidadão ao lado que o sujam ou às suas roupas.

Nunca meu irmão chegou em casa dizendo que tinham dito "Quero ver você peladinho", "Hum, que tesão te chupar todinho" e coisas parecidas assim, do nada, no meio da rua. Nunca se sentiu em estado de choque porque isso foi dito na frente das suas filhas (incluídas, algumas vezes, no pacote de frases da criatura em questão).

Nunca um amigo meu se sentiu ofendido por ouvir "Homem ao volante, perigo constante", "Louro burro", "Deu pra todas as meninas? É um vadio/piranho/fácil". Nunca se leu notícia nenhuma que um assassino, depois de surrar um homem covardemente, jogou sobre o cadáver dinheiro para a polícia pensar que ele era "só" um prostituto. Ou que cresce o número de rapazes vítimas de bulimia/anorexia.

Meus amigos nunca ouviram na escola "Você é um elefante; aprenda a ser gostoso como seu irmão." Jamais passaram pelo "teste da sunga" para namorada nenhuma. Jamais foram preteridos em emprego por ter o cabelo assim ou a cintura assada. Em hipótese alguma, jamais, ganharam menos do que a colega de função.

Eles ligam a televisão e, ao que me conste, não assistem carro, seguro de saúde, prendedor de roupa, comida, refrigerante, xampu (!) sendo vendidos por um homem seminu. Não são comparados a um acessório para proporcionar prazer, como aquele célebre comercial de cerveja (fictício ou não) onde se vê alguém ser objeto de saciedade sexual de três (as costas da criatura é usada como apoio para uma garrafa de cerveja. O vídeo, no youtube, coleciona parabéns pela "criatividade").

Homem nenhum, ao usar o nome de casado (?) descobriu que, se mantiver o nome da mulher depois do divórcio, corre o risco de não poder mudá-lo se a ex morrer: para isso, tem que casar de novo, adotar o nome do novo cônjuge, separar-se e só então, poder voltar a usar somente o nome dos seus pais. Isso em pleno século XXI. Homem nenhum fica com medo quando, inadvertidamente, as filhas contam no táxi que ele é divorciado e moram só ele e as crianças.

Por fim, não conheço homem nenhum que tenha ido a uma delegacia prestar queixa contra a mulher que o surrou, humilhou, violentou - na frente dos filhos. Não conheço mulher nenhuma que, depois disso, condenada, pagou dez cestas básicas à comunidade e ficou por isso mesmo.

...

A Suzana postou isso em um comentário de uma discussão na qual nos metemos. Gostei muito, achei que valia a pena guardar para futura referência. Afinal, é muito difícil para um homem branco heterossexual entender o privilégio que ele tem só por não ter nascido mulher.

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

No dia 8 de março, dispense a rosa

dispense

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.

...

Longo post daqui. Na falta de tempo pra falar sobre o assunto, palavras da Marjorie. Os grifos são meus.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Pata pata pata PON

Fiquei longe do WoW uma semana, perdi um pet em potencial, mas foi por um bom motivo. Os dedões quase caíram, sofri lavagem cerebral e o PSP ficou até quente, mas TERMINEI O PATAPON. E olha, valeu cada minuto. As últimas fases foram como os capítulos finais de um livro bom que você não quer que acabe. Você não quer que termine, mas, por outro lado, não consegue largar. Foram pelo menos 3 semanas de jogo intensivo (tipo 3, 4 horas por dia) com alguns intervalos entre elas. E olhei um walkthrough apenas pra uma coisinha de nada (no final eu li inteiro só pra ver se não perdi nada hehe). Ou seja, Mighty Ale WINS.


Odeio essas lonômias. TODAS ELAS.

Zigotons. ZIGOTONS!

Meu minigame preferido, o do bebê-montanha.

Papaya*
Pra quem não sabe: Patapon é um joguinho de PSP que é baseado principalmente em ritmos. É algo como Parapa the Rapper encontra Lemmings. Você usa seus tambores para comandar uma tribo de olhinhos que luta contra os Zigotons e chefões no seu caminho até a terra prometida. Entre as missões (que duram de 2 a 20 minutos, aproximadamente) tem uns minigames pra você conseguir materiais e itens. A jogabilidade é muito simples mas o jogo não é fácil. As músicas são grudentas e o visual é incrível, mesmo sem usar recursos super avançados de 3D e o escambau.

Tatataaaa marmelou!*
Este jogo é um pouco velho, então não vou chover no molhado fazendo um review. O que eu posso fazer é dar as dicas que me ajudaram muito. Não se preocupem, não tem spoiler.
- Jogue com som. SEMPRE. Se jogar com fones, use os dois.
- Ouça o som dos tambores. Você só pode tocá-los de 3 jeitos: errado, certo e ótimo. O errado faz PLEC como uma lata e você perde o ritmo. O certo faz o som dele (PON, PATA, CHAKA ou DON), só que um pouco abafado. O ótimo faz o som bem claro e profundo. Se você aprender a reconhecer esses sons vai ficar muito mais fácil manter o ritmo.
- Sabe na telinha onde você escolhe que patapons vão pra batalha? Você pode mudar a ordem dos bichinhos dentro de uma legião, mas não pode mudar as legiões de ordem. E assim que você pegar um Juju, você pode equipá-lo no suporte que fica bem à direita dessa tela. É só usar as setinhas. Parece idiota, mas foi uma coisa que eu e o Marcos demoramos pra perceber.
- Para matar patapons na tela de seleção, digite triângulo pra equipar, escolha o patapon unitário e aperte select. Você não pode desfazer, então escolha bem quem você vai fritar.
- Antes de fazer um boss, salve. Vai que dá merda ou o loot é muito vagabundo - você sempre vai poder fazer de novo. E fique de olho quando terminar a fase. Veja quandos caps você perdeu e quantos recuperou. Se você perder um cap, o patapon morre de vez e você vai precisar gastar material e ka-ching pra fazê-lo novamente.
- Para fazer rarepons (patapons coloridinhos e com poderes), altere os materiais que são pedidos na árvore da vida. Use as setinhas para selecionar o material. Experimente combinações ou, se preferir, pegue dicas no walkthrough que eu linkei aí em cima. Adorei os verdinhos e os roxinhos. Os peludinhos são fofos, mas não sei exatamente o que eles fazem.
- Leia as descrições das fases e ouça o que a sua sacerdotisa pentelhinha tem a dizer. SEMPRE.
- Na fase do rapto, não use armas de fogo. Ou use pelo menos uma vez pra ver o que acontece :D Foi isso que eu precisei consultar o walkthrough, não estava me ligando sobre o que devia fazer. O Marcos, por sua vez, já tinha sacado. Eu que não me liguei mesmo.
- Na fase da estrelinha, não basta fazê-la aparecer (não vou dizer como! Leia a descrição). Você tem acompanhá-la, senão ela acha que você não a está ouvindo e vai embora. E faça a fase duas vezes.
- Não use seu mithril. Guarde pelo menos 8 pro final.

No site oficial dá pra ter uma boa idéia dos gráficos e blablablá. E em breve teremos Patapon 2, que vai ser multiplayer e eu vou PRECISAR MUITO. Deve sair este ano. Aguardarei babando.

*ok, eu não sei o que eles falam. Mas parece que é isso.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Amei


Tava lá no blog do tio e eu adorei. Sempre reclamo que moças não têm modelos de mulheres bonitas e inteligentes pra seguir (não têm também modelo de mulheres gordas e descomplicadas, mas isso é assunto pra outro post). Aí tem um calendário bacaninha pra mudar essa idéia.
As moças são todas lindas e perfeitas? Nem todas. Eu não sou perfeita, a maior parte das mulheres também não é e nunca vai ser. Então porque não podemos escolher outros modelos que não se baseiem apenas na aparência?